18 de novembro de 2008

X S. Vicente - Festival de Tunas Universitárias - Aula Magna, 22 de Nov. 21h

O S.Vicente – Festival de Tunas Universitárias é um festival cujo objectivo é trazer ao público da cidade de Lisboa um espectáculo musical diversificado com tunas de vários pontos do país. É já um dos acontecimentos académicos mais importantes e de maior tradição na agenda cultural da Universidade de Lisboa, mobilizando não só largas centenas de jovens universitários como também o público da cidade de Lisboa.

Na sua décima edição o S Vicente recorda Júlio Verne, escritor visionário cujas obras de ficção sempre englobaram a inovação cientifica e tecnológica, num espectáculo composto pela actuação da Tuna Académica de Lisboa, Estudantina Universitária de Lisboa, Tuna Académica do ISCTE e a ESTAtuna a concurso e ainda a da Tuna anfitriã, ficando a promessa de um espectáculo visual e musical no estilo a que a VicenTuna já vos habituou.


Tal como na edição passada o S. Vicente torna-se num evento solidário, levando a música tunante ao Instituto Português de Oncologia de Lisboa e doando 50% dos lucros a esta instituição.

10 de novembro de 2008

Fim-de-Semana com a Real Tuna Infantina, 24,25 e 26 de Outubro

Partímos o passado fim-de-semana para o Algarve com a garantia de passar um bom bocado com os nossos afilhados. As expectativas eram muitas, mas nada faria prever os momentos maravilhosos que passamos na companhia da nossa muito querida Real Tuna Infantina.

Saímos para Faro ao final do dia de sexta-feira, por volta das 23.30 já todos se encontravam bem animados no familiar “O seu café” a cantar e tocar umas modinhas.

De seguida dirigimo-nos para o BA, onde dançamos e convivemos pela noite fora, terminando a noite na padaria onde comemos qualquer coisita para aconchegar o estômago antes de dormir, uma vez que o dia seguinte prometia.

O Sábado acordou solarengo e logo marcámos presença no café junto à marina. Após o almoço, que decorreu com grande animação, actuamos no jardim e, entre “tanques de guerra”, ganhámos alguns trocos, dos quais resultou um grande brinde entre tunas madrinha e afilhada.

Antes de jantar, os caloiros da VicenTuna e Infantina, participaram num rally fotográfico onde pousaram em vários sítios marcantes de Faro. Neste rally foram-lhes oferecidos churros, tiraram fotos com o tema “pulgas e formigas com asas” e foram até expulsos da esquadra! Ao chegarem ao restaurante cantaram as Águas do Dão e iniciou-se a jantarada… com os caloiros debaixo da mesa!

Todo o jantar foi deveras animado, desde jogos, declarações, penalize e desafios… tendo o seu ponto alto no momento em que a Guida, a actual Magister da Infantina, ofereceu com grande carinho um chapéu de Infante à VicenTuna, chapéu este especial pois além de ter os emblemas da Infantina e da VicenTuna, continha também os das terras dos elementos da sua Tuna. O nosso chefe Filipe agradeceu com um curto discurso sentido e depois de mais alguns momentos de convívio deixamos o restaurante.

Paramos mais uma vez no acolhedor “O seu café”, revivendo um pouco a noite anterior, tocando e cantando deu-se continuação ao espírito animado que já se tinha instalado durante o dia.

Por volta das 01:30 fomos conduzimo-nos até junto da marina para um “caloiros sem fronteiras” com os nossos irmãos da Infantina. Tendo cada caloiro um número, tinham de achar a carica previamente numerada com o mesmo que os Tunos haviam escondido na zona. Passados 5 a 10 minutos só nós, (Bejeca e Jola), continuávamos à procura das nossas caricas… já desesperávamos quando se aproximam 4 polícias, que pelo aspecto não estavam para brincadeiras. Pediram-nos identificação (que tinha sido retirada pelos Tunos durante a tarde) no entanto a Bejeca que tinha a carta de condução na carteira abriu-a para a retirar, altura em que um dos polícias pergunta o que ela havia deixado cair, bastante surpresa ela apanha do chão um “sabonete” de haxixe que não era dela nem podia ser da Jola. A partir daí foi sempre a piorar, e nós riamos nervosamente, entretanto o Filipe e o Cascão foram “deixados” aproximar-se. Quando já estavam a sacar das algemas para nos levar para a esquadra eis que um dos polícias diz que só não vamos presas porque somos os novos Tunos da VicenTuna!

Seguiu-se o tradicional banho do champanhe e uma grande euforia que continuou pela madrugada fora mais uma vez no BA. Finda a rambóia, voltámos a casa da avó da Guida.No dia seguinte, após o almoço, partimos rumo a Lisboa, com a ânsia de fazer inveja aos que por lá tinham ficado e perdido tão espectacular saída.

Bejeca e Jola

31 de outubro de 2008

O que é feito... da Patricía Represas


Como entraste para a VicenTuna?

Não sei como entrei. Foi um pouco como todos os outros.. Fui lá ver como era, gostei e fiquei. O segredo não está em entrar, mas sim em ficar. Quando vim para a Tuna estava curiosa em saber como isto era e acabei por juntar-me a um grupo que queria trabalhar e produzir algo mais. Na altura, isso era raro pois havia muita gente nos ensaios e muitos estavam ali só para tocar Pearl jam ou apenas para descontraírem um bocado.

E o que aprendeste cá?

A tuna tem a componente musical que é óbvia e faz necessáriamente parte da aprendizagem.Mas, essencialmente, aprendi a lidar com pessoas, a aceitar opiniões e ganhei calo em experiência organizativa. Como foi a tua vida na Tuna?Foi acima de tudo uma grande experiência de vida.Mas para isso acontecer, tens de viver, aplicar-te na tuna, "dar o couro e o cabelo"...e logo que te agarras, crias uma forte ligação emocional que não consegues destruir. É quase como um filho...dás tudo o que tens e não tens e não consegues separar-te dele.
E a vida no curso?

O curso correu mal...Fiz o curso em Fisica em 7 anos quando devia ter feito em 5. Porém, em relação à media, esta é semelhante à dos meus colegas. Muitas vezes deixei coisas pela Tuna. Lembro-me que havia sempre um teste que todos os anos calhava no fim-de-semana do Celta, um festival de Tunas em Braga. E todos os anos eu faltava ao teste e ía a exame. Mas acabei por fazer a cadeira e vendo bem, não me saí assim tão mal nestes anos todos.

O que fazes agora?

Bem,estou à 15 anos na FCUL..Acabei a Licenciatura, fiz Mestrado e agora estou a acabar o Doutoramento em Física. Sou casada, tenho 2 filhos e actualmente não tenho tempo para muito mais. Para o Futuro penso em candidatar-me a uma bolsa de Pos-Doc.

Como é que a Tuna te influenciou no modo de estar e na vida em geral?

No dia a dia, a tuna continua a influenciar-me. É uma tanga dizer que quem anda na tuna não acaba o curso.. A questão é que acaba por fazê-lo e ainda se diverte, mas claro que é preciso saber conjugar as 2 coisas: o divertimento e o estudo. Além de tudo o que já disse, a Tuna dá bagagem para tudo, desde saber cumprir regras e moldar-nos a elas. Adquire-se uma maior facilidade na relação inter-pessoal, a respeitar e a ser respeitado pelos outros e algo muito importante: a saber trabalhar num grupo.