6 de maio de 2010

VicenTuna na Rússia

A VicenTuna vai em digressão...

6 a 11 de Maio - 10th International Folk Festival "Red Hill"
Bryansk, Rússia




5 de maio de 2010

No dia 5 de Maio de 2010 a VicenTuna deslocou-se ao Palácio de São Vicente de Fora, com o propósito de fazer uma actuação. Foi com muito agrado que aceitámos este convite, pois toda esta zona de Lisboa, tem um especial significado para a VicenTuna, pois além do palácio atrás mencionado também lá se encontra a Igreja e a estátua de São Vicente, padroeiro de Lisboa que deu seu nome à nossa tuna. Além disso a Graça é uma das zonas mais bonitas e emblemáticas de Lisboa com as suas ruas apertadas, cheia de casas antigas que se inclinam suavemente para os passeios e ruas banhadas pelos antigos candeeiros de luz amarelada. Calçadas de pedras negras que estes tunantes já percorreram inúmeras vezes, mas onde parece que a sola dos sapatos que lá gastámos nunca é suficiente.

Após a actuação com um público muito simpático nos lindíssimos jardins do palácio, dirigimos-nos para o Restaurante Santo André, na Rua da Costa do Castelo que também fica na Graça. O jantar foi mais um daqueles jantares como só a VicenTuna sabe fazer, isto é, música, copos q.b. e animação até mais não!

Já os Vicentes tinham forrado bem o estômago, o nosso Magister Jakim, decidiu fazer um Quizz sobre o programa da Rússia, país para onde a VicenTuna viajou no dia seguinte! O Quizz tinha o objectivo de verificar se os Vicentes sabiam bem o que fazer na Rússia, como por exemplo horas de actuações e números de emergência, caso fossem necessários (esperemos que não!).

Contudo este jogo tinha um segundo propósito… A última pergunta era uma frase em russo, que traduzida dizia: “Parabéns! Foste promovido à categoria de Tuno Kuduro!”. Passo a falar na 1ª pessoa, pois este feliz contemplado fui eu!

Quase 4 anos após ter entrado para a tuna, sou Tuno! A alegria e realização desta sensação só pode ser sentida pelos outros que são tunos da VicenTuna. Não me querendo alongar muito, queria deixar uma palavra de apreço do fundo do coração a todos os que me têm acompanhado nesta vida da tunante. Pela motivação, por me ensinarem a tocar e a cantar, pelas longas conversas, pela confiança, pelas praxes, pela amizade, pelos copos, e por tudo o mais que se escrevesse aqui ou enumerasse as pessoas, não fazia mais nada hoje! Muito obrigado por tudo e só espero poder dar tanto a esta tuna quanto o que ela e os seus elementos me têm dado a mim!

Após este grande momento, alguns resistentes permaneceram na noite Lisboeta onde, após um mergulho (tal era a alegria da malta!) numa fonte da Graça, permanecemos no miradouro da Graça tocando e cantando até ao nascer do Sol, tendo a Lisboa nocturna como pano de fundo. Momentos que marcam a nossa vida académica!

Estendo o convite de poderem experimentar esta sensação a todos os estudantes da FCUL, que para isso apenas se têm de apresentar nos ensaios da VicenTuna, todas as 3ª-feiras no C3 e 5ª-feiras na sala 1.3.20, ou qualquer outro dia e hora na sala da tuna que fica na parte de trás do C3. Juntem-se a nós!

Aos Vicentes que neste momento se encontram na Rússia, um grande abraço e esperemos que a nuvem de cinzas não atrase o seu regresso a Portugal!

16 de abril de 2010

XIII Real FesTA

Saudações académicas estimados visitantes! Ora é ainda cansados mas extremamente orgulhosos que vos escrevemos, acabados de chegar do XIII Real FesTA organizado pela Tum’Acanénica da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do IPLeiria.
Eis que Leiria se cobriu de negro de 16 a 18 de Abril enquanto a Enftuna, a TAUA, a TEL, a Viriatuna e a VicenTuna, claro, tomaram a cidade como sua e, juntamente com a Tum’Acanénica, encheram as ruas de música e espírito académico.

Nós, Vicentes, aceitámos o convite e rumámos a Leiria, onde já tinhamos os anfitriões e Vinhateiros Mama e Ca’Porra à espera para nos darem as boas-vindas. Aqui fica desde já um enorme abraço a cada um deles que tão carinhosamente nos acolheram e guiaram durante a estadia, promovendo fervilhosamente o cumprimento dos horários pela nossa parte ;). Pouco a pouco, os restantes membros da VicenTuna foram chegando enquanto iamos jantando na cantina do IPL, isto porque as pausas para cantar e tocar umas musiquinhas foram obrigatórias.

O festival que homenageou D.Dinis O Trovador teve início nessa mesma 6ª feira com uma serenata à cidade de Leiria no Terreiro. O mau tempo acalmou por minutos, o público conteve-se e vozes repletas de eternas promessas de amor ecoaram pela cidade.
Depois de todas as tunas terem cantado e encantado Leiria, era altura de continuar a festa noutro poiso. Seguimos então para o bar Gato Preto, onde em jeitos de amena cavaqueira conhecemos elementos da Quarentuna, nuestros hermanos de Coruña, tocámos com amigos e, entre um copo e outro, conhecemos montes de pessoas novas, fartámo-nos de conversar e de nos divertirmos... Porque é preciso viver-se aquele espírito para se perceber que um festival não é apenas um concurso, é um ponto de encontro de outras andanças e até de outras gerações, é uma fonte de aprendizagem incrível, não só pela partilha de experiências musicais como pessoais... O espírito de camaradagem é mesmo incrível.

No dia seguinte, alvoradaaaaa! Pois é, alvorada e um temporal dos diabos na ida para o IPL para almoçar. E o prémio de Tuna Mais Enxarcada bem podia ter ido para a VicenTuna. Lá conseguimos então chegar e almoçar, rezando para que parasse de chover, pois afinal ia haver Passa Calles à tarde e a chuva não estava a facilitar.
Já de barriga cheia, caminhámos até perto da Câmara Municipal de Leiria onde tirámos a nossa fotografia de grupo e congeminámos acerca do que iríamos fazer na actuação mais tarde no festival. A pausa para a brincadeira rapidamente terminou, porque depois da Recepção Oficial das Tunas era altura de partir à descoberta de Leiria e das suas gentes.

Foi quando finalmente espreitou o sol que iniciámos o Passa Calles, o primeiríssimo do festival. Tocámos e cantámos pela cidade, arrancámos sorrisos curiosos e toda a gente ficou a saber que a festa tinha chegado à cidade, isto caso não tivessem dado conta disso na noite anterior.

Depois de um jantar calminho, de um cafézinho merecido e já com as baterias recarregadas, a VicenTuna dirigiu-se ao Teatro José Lúcio da Silva, onde sob o tema d’ “A Evolução da Espécie – A História das Tunas” se realizaria o festival.
Refundimo-nos no camarim, preparámos os adereços, aquecemos, afinámos e finalmente subimos a palco. Após uma actuação divertidíssima em que pudemos mostrar ao público presente como seriam as tunas no ano 3000,continuou a festa com as restantes tunas, os Jugrais e a Quarentuna. A Tum’Acanénica encerrou o festival com uma actuação deliciosa e emocionante e, no fim, distribuiu os prémios:

Prémio D.Dinis: T.A.U.A.
Melhor Tuna: T.A.U.A.
Segunda Melhor Tuna: VicenTuna
Melhor Porta-estandarte: VicenTuna
Melhor Pandeireta: Viriatuna
Melhor Solista: EnfTuna
Melhor Instrumental: T.A.U.A.
Melhor Passa Calles: Viriatuna
Melhor Serenata: T.A.U.A.
Tuna Mais Tuna: T.A.U.A.
Tuna do Público: EnfTuna

A festa continuou pela noite dentro nos bares da cidade e, mais tarde, no Beat Club.
No dia seguinte, os caloiros da Tum’Acanénica prepararam-nos um pequeno manjar na cantina do IPL, durante o qual soaram os últimos acordes daquele festivo fim-de-semana e, por fim, trocaram-se os merecidos abraços e beijinhos de despedida.
Voltámos para Lisboa com a certeza que deixámos a VicenTuna no coração de Leiria e trazemos, como não podia deixar de ser, grandes recordações deste fim-de-semana.

Não podemos deixar de agradecer à Tum’Acanénica pelo convite, mais uma vez, e pelo carinho com que nos receberam, estão de parabéns pela organização.
Uma caneca cheia erguida bem no alto para vocês!