7 de dezembro de 2013

Retiro Vicente na Candosa

A Candosa nunca mais será a mesma. Como já é tradição, a VicenTuna saiu do Campo Grande no fim-de-semana e foi colonizar outras paragens. Desta feita, foi Góis em Coimbra. Ora, Góis é em Coimbra. E era essencialmente isto que sabíamos sobre esta terra. Temperaturas negativas e frio de rachar está quieto. Sobre isso ninguém sabia nada. Então, partimos de Lisboa prontos para ir passar um fim-de-semana em amenas temperaturas, a beber água de coco e acabámos no Pólo Norte deste país à beira mar plantado. É que se Góis é frio, a Candosa (onde ficámos) é a whole nother level
Chegámos a Góis na sexta-feira à noite, foi mais ou menos nesta altura que sentimos pela última vez as extremidades dos nossos corpos, e fomos jantar na cantina estudantil. 



Depois, foi altura de um doloroso Caloiríssimo, o festival em que os caloiros da VicenTuna mostram aquilo que os Tunos lhes andam a ensinar durante o ano. Entre vozes desafinadas, porta-instrumentos de altíssima categoria e pandeiretas de salto que batem em contra-contra-tempo, os caloiros demonstraram por que é que ainda o são. 


Sábado foi dia de acordar e ir almoçar na mesma cantina. A seguir, fomos actuar no centro de Góis para as gentes da terra que muito gostaram de ver uma tuna por aquelas bandas.


Durante a tarde, juntámo-nos às «Sachadeiras da Várzea», um rancho folclórico que pôs à prova a aptidão para a dança dos nossos caloiros. E assim se viu quem passou ao lado de ranchadeiro. Foi uma tarde muito animada entre duetos improváveis e onde cantámos uma outra vertente da música tradicional portuguesa. 


À noite, voltámos ao Conjunto Turístico da Candosa. No entanto, antes tivemos direito a uma refeição de leitão assado digna de figurar num cenário do Astérix. É que não faltou nada. 
A seguir, houve uma nova actuação e durante esta, estendemos ainda mais a família Vicente e chamámos a palco os bichos Piçarra, Serafim e Caldeira. Alegria, alegria e lá tocámos algum do repertório mais antigo da VicenTuna, como Senhora do Almortão e Feiticeira do Tejo.


No fim, fomos desafiar as leis da Física e tentar baptizar os novos caloiros sem que a água congelasse. Estes foram baptizados e receberam os nomes de Voldemort Ardente do Espaço, Patuscas e Esquentador Manel Caldeira, dados pelas madrinhas Bagageira, Precisões e Popota, respectivamente.




Seguidamente, enveredámos num jogo de cultura musical que punha mais uma vez à prova a capacidade dos caloiros de dançar, mimicar músicas e improvisar serenatas com palavras tão românticas como «canos» ou «palito». Há algum desafio que um caloiro não supere? Há.
A noite estendeu-se até de madrugada, altura em que nos recolhemos. No Domingo, foi só o tempo de acordar, tomar banho e degustar uma complexa e riquíssima refeição confeccionada pelos caloiros - esparguete à Bolonhesa. 
Depois disto, volta para Lisboa. Claro que nunca se viu autocarro mais silencioso. Vinha tudo a dormir para baixo, mostrando aquilo que já se sabe: que o retiro foi um sucesso e que a VicenTuna levou a sua música e espírito a mais uma terra de Portugal.
Obrigada a todos os que nos receberam, em particular ao Conjunto Turístico da Candosa, que demonstrou que, na arte de bem receber, não há quem nos faça frente.

5 de dezembro de 2013

Convívio da AEFCL

A AEFCL mostrou, no dia 5 de Dezembro, que não há quem pare a AE e os alunos de Ciências. Por isso, organizou um convívio de Natal em que parte dos lucros reverteram para a causa da Mafalda. A Mafalda faz parte da Tuna Médica de Lisboa e está doente. A Mafalda precisa de seguir uns tratamentos muito caros e a sua tuna não quer que o impedimento seja o dinheiro. Por isso, anda a mover mundos e fundos para conseguir juntar todo o dinheiro que conseguir. A AE soube desta história e não pôde ficar de braços cruzados. Assim, teve esta iniciativa e a VicenTuna, claro, associou-se.
Nesta fria noite, fomos animar o convívio depois do nosso ensaio e pudemos ver que a comunidade FCULiana adere ao que interessa. Tocámos algumas músicas do nosso repertório mais popular sem esquecer obviamente a Madalena. Cantámos ainda os parabéns à nossa Tuno Clandestina e continuámos a festa pelas ruelas do Bairro Alto.
Obrigada AEFCL e obrigada aos alunos que não deixam iniciativas como esta morrer.



23 de novembro de 2013

XIII S. Vicente - Cientificamente Testado

Pois é, o evento do ano chegou e nem demos por ele. Num dia, estamos a decidir se conseguimos fazer um Festival dois anos consecutivos, no dia seguinte está a acontecer. O XIII S. Vicente decorreu nos dias 22 e 23 de Novembro e, agora no rescaldo, dizer que foi épico é dizer pouco. 
Este ano, o S. Vicente foi extra-especial. E isto por duas razões: primeiro porque este ano lectivo comemoramos 20 anos, segundo porque o tema do Festival foi aquilo que nos une - a Ciência. Somos cientistas, estudamos e fazemos Ciência, respiramos Ciência e, vistas bem as coisas, este era o único tema que esta edição do S. Vicente poderia ter. Assim nasceu o XIII S. Vicente - Cientificamente Testado.
Esta edição do nosso Festival contou com a presença da escstunis, da Tuna Mista do Instituto Superior Técnico, da Tuna Médica de Lisboa e da Tuna Académica de Lisboa.
Foi com muita ansiedade que vimos este ano de preparação chegar a sexta-feira, dia 22, dia em que demos a nossa Lab Meeting Party no Real República de Coimbra, incomparável parceiro nas noites de guitarradas, com o lançamento da 13ª edição do S. Vicente. Esta festa ficou marcada, entre outras coisas, pela passagem da Pinipon a Tuno. Esta insólita passagem teve como veículo um shot especial, a aludir às capacidades que celebrizaram a Pinipon como A Lenda do Dragão. 


A noite continuou entre cantorias e desafios para aquecer as vozes e os instrumentos para o dia que se seguiria. 
No sábado, o dia começou cedo para a Produção de Palco ultimar os preparativos dos cenários. E bem que precisavam. Não se consegue pôr em palco um laboratório XXL, máquinas transdimensionais, ratinhos a andar de bicicleta, uma banda, um Frankenstein com 3 metros de altura, um T-Rex, cientistas loucos e planetóides a pedir remunerações sem muita correria de última hora. 


No entanto, a nossa produção de palco já nos habituou ao inesperado, ao fantástico e ao impossível, por isso, quando foi hora de subir o pano (sim, a Aula Magna não tem pano, mas para efeitos literários, houve um pano a subir), tudo estava pronto, a postos para receber todos os aspirantes a cientistas. Foi muito bom ver que as tunas responderam ao desafio e trouxeram sketches à altura. O S. Vicente não é, por definição,  só música. É imaginação e imaginário, é cenários, é adereços, é megalomania. Tudo isto não tinha impacto se não pudéssemos contar com as tunas que se esmeram para entrar no espírito.



À semelhança de anos anteriores, o S. Vicente estabeleceu-se como um festival solidário e irá alocar parte dos lucros a duas instituições: o Centro de Apoio aos Sem-abrigo e à União Zoófila.
No fim de rápidas e evasivas horas de espectáculo (que nos pareceram 10 minutos), a VicenTuna subiu a palco tendo a honra de chamar para o mesmo todos os Tunos mais antigos que, ano após ano, fazem questão de aparecer e mostrar que continuam a apoiar os miúdos que levam em frente aquilo que eles fundaram. 


Por fim, os ansiados prémios foram distribuídos da seguinte maneira: 
- Melhor Pandeireta: escstunis
- Melhor Porta-Estandarte: TAL
- Melhor Instrumental: TML
- Melhor Solista: TML
- Melhor Adaptação ao Tema: escstunis
- Tuna mais Tuna: TAL

- Tuna do Público: TML
- Melhor Tuna: escstunis


A festa continuou noite fora debaixo do C3 ao som dos hits musicais que de tão maus se tornam bons. Não é o que se pretende numa festa cheia de tunas?
Obrigado a todas as tunas que se fizeram representar na festa para mostrar que, mesmo com termómetros a rasar os 0 graus e com trajes cujo isolamento é semelhante ao de uma folha de papel vegetal, o espírito e a alegria de ser tunante não nos podem tirar.
São infindáveis os parceiros tal como é infindável o nosso agradecimento aos mesmos. Não podemos falar em S. Vicente e não mencionar a FCUL que nos abriga, a AEFCL que, mesmo com o que lhe aconteceu este ano, não nos virou costas, os Conselhos de Veteranos da FCUL e as tunas que, mesmo não participando, vieram assistir. Juntos, mostrámos que Ciências é maior que o Campo Grande e maior que a Aula Magna à pinha. Ciências é Lisboa e é Academia. Aos alunos e amigos da FCUL, muito obrigado por terem respondido em massa ao chamamento. 

A VicenTuna, a velha e a nova guarda, não tem palavras. A VicenTuna não é só quem vai a palco, é também quem nos aplaude. Por isso, e à beira de completar 20 anos, estamos mais jovens que nunca, mais entusiasmados com o futuro que nunca. E nunca nos sentimos tão orgulhosos de dizer  em uníssono «Olé olé! Ciências está em pé!». Porque foi em pé que fomos aplaudidos e é em pé que nos pomos para agradecer a todos os que fizeram deste XIII S. Vicente aquilo que quem o viveu não pode traduzir em palavras. 
Obrigado.