6 de janeiro de 2016

XVI COLACRO

No dia 6 de Janeiro, dia de Reis, a VicenTuna teve a oportunidade de animar o XVI Congresso Latino-Americano de Cromatografia (XVI COLACRO) no Museu de  Lisboa (anteriormente conhecido como Museu da Cidade) convenientemente localizado ao lado da nossa Faculdade. Mesmo em época de exames, fizemos questão de marcar presença já que fomos convidados por um professor da FCUL e gostamos sempre de comparecer e animar estes eventos.
Apresentámos algumas da nossas músicas ao público curioso. Não desiludimos e mostrámos que o repertório de uma tuna é vasto e variado tocando temáticas como vinho, raparigas que vão à fonte mostrando que assim mesmo é que é. Tuna que é tuna é sempre poliglota, por isso não resistimos a uma ou outra também em espanhol. Assim, mostrámos a estes cientistas o que é a tradição tunante e o que é uma uma tuna de Ciências. Foi um óptimo ponto de partida para uma época de exames que se adivinha implacável e uma boa pausa no estudo.
A VicenTuna deseja a todos um bom ano novo!


21 de novembro de 2015

XIV S. Vicente

Novembro é sempre um mês muito especial para a VicenTuna. É em Novembro que, mais ou menos de dois em dois anos, fazemos e partilhamos com todos os que nos seguem aquele que é o expoente máximo da nossa actividade tunante. Este não foi excepção. Depois de uma estrondosa 13ª edição de um dos maiores festivais de tunas de Lisboa, em 2015 chegou o XIV S. Vicente - A Epopeia.
A preparação começou há um ano e, desde então, todos os nossos esforços foram direccionados para dar à Aula Magna, às tunas, à FCUL e a todos os nossos amigos o maior e mais épico festival de tunas de sempre. 
Fazendo jus àquilo que (nos) temos habituado, começámos a pensar em grande. Caravela? Check. Dragão chinês? Check. Descobridores audazes? Check. Um cardume de sereias? Check
A verdade é que epopeia que é epopeia tem que ter heróis, tem que ter drama, paixões não correspondidas, tem que ter tormentas e muita superação. E foi isso que os míticos Vasco da Gama, Diogo Cão e Madalena nos trouxeram.
O festival começou com uma festa de embarque no Real República de Coimbra na sexta-feira para aquecer todos os que ainda não estavam preparados para entrar neste barco. Alguns portaram-se como reais marinheiros e nem dos enjoos provocados pelo mar se livraram (disso e das luzes a andar à roda). 
No sábado, o dia começou muito cedo para quase toda a tuna que se deslocou em massa para a Aula Magna para começar a montar cenários. Martelar, colar, pregar, serrar (pelo meio, beber baldes de café), coser, ensaiar, pintar, ajustar... Transformámos a Aula Magna num estaleiro do S. Vicente e não houve quem estivesse parado. A meio do dia começaram a chegar aquelas pessoas (tunos fundadores, tunos mais antigos, amigos da tuna, familiares que são arrastados sob promessas vãs como «É só mesmo para dares uma ajudinha.») que não vemos há anos mas que se mobilizam no dia do S. Vicente para ajudar o pessoal que cá está e continua a levar a tuna. Afinal, o S. Vicente é da tuna e a tuna é de todos.






Fotografias: Vanda Noronha 


Rapidamente, chegou a hora do início e cá vai disto. «Podemos começar?» «Epa, acho que sim. Vamos lá.»
Com uma entrada épica ao som de «Piratas das Caraíbas», orquestrado pela Orquestra Académica Portuguesa, a caravela entrou em palco de onde desceu a tripulação mais improvável que conseguimos recrutar. Com o objectivo de levar o nome de Portugal a novas paragens, começou a actuação a Estudantina Universitária de Lisboa, seguida pela ForTuna, pela escstunis e, por fim, pela Magna Tuna Cartola.




Fotografias: Vanda Noronha

De uma forma sublime, tivemos momentos pautados pela intervenção da OAP que conseguiu trazer ainda mais epicidade (!) ao festival (nota do autor: o S. Vicente também é propício ao aparecimento de neologismos).
Os nossos descobridores fizeram uma epopeia em tempo real, narrada por Camões, esse grandioso vulto da Língua Portuguesa (mas com gosto duvidoso no que toca a escolher calções corsários).






Fotografias: Vanda Noronha

No final, actuou a VicenTuna e pudemos ter, apenas então, a real dimensão da coisa: a Aula Magna estava à pinha. Todos os lugares cheios. E cheios para nos verem. Tunas, famílias, amigos, conhecidos, pessoas que nunca vimos, funcionários da UL, da FCUL, toda a gente. Por mais edições que passem, é impossível não ficar esmagado com os aplausos e com os gritos encorajadores (e se precisamos! Isto de actuar às 2h da manhã com semanas anteriores tão intensas não é para marujos). 

Fotografia: Vanda Noronha

A verdade é que é por isto que nos metemos nisto. É por este momento que passamos tantas noites em branco e é por este momento que nos focamos a 100% no festival. É só um festival de tunas? É capaz. Mas também é poder organizacional, é logística, é diplomacia, é juntar toda a gente, é ter um foco, é errar, é aprender, é gerir pessoas, é dar um grito ou dois, é saber que conseguimos e, no fim, é ficarmos orgulhosos. Por isso, é só um festival de tunas? Naaa, claramente não.
No fim, os prémios do XIV S. Vicente foram distribuídos da seguinte forma:
Melhor Pandeireta - escstunis
Melhor Estandarte - ForTuna
Melhor Instrumental - escstunis
Melhor Solista - Estudantina Universitária de Lisboa
Melhor adaptação do Tema - escstunis
Tuna Mais Tuna - Estudantina Universitária de Lisboa
Tuna do Público - Magna Tuna Cartola
Melhor Tuna - Magna Tuna Cartola
Obrigado a todas as tunas participantes por contribuírem para o espírito do S. Vicente de forma tão empenhada!



Fotografias: Vanda Noronha

O S. Vicente ficou ainda marcado pela passagem a tunos da Rapunzel e do Justino (Bieber, para os amigos). Parabéns, miúdos!
A festa continuou debaixo do C3, na nossa casa, num dia em que o frio que se fazia sentir era siberiano. Mas isso não impediu a permanência de muita gente já o sol tinha nascido, o que confirmou o que já tínhamos percebido há umas horas: mas que grande festival!
O S. Vicente só acontece porque há muitas pessoas e instituições que acreditam em nós e que estão dispostas a ajudar-nos. Desde a UL, passando pela FCUL, pela nossa AEFCL ou por todos os FCULianos e não só que se dispõem a ajudar-nos sendo guias ou staff, todos fazem parte do espectáculo. 
A VicenTuna continua e continuará a fazer coisas desta dimensão apenas porque pode contar com muitas ajudas. E é a responsabilidade que mais nos agrada: esta coisa de orgulhar a Academia Lisboeta, de saber que somos capazes.
Foi esmagador cantar as nossas músicas em conjunto com uma Aula Magna vibrante. Foi esmagador fazer rir e arrancar exclamações de surpresa de pessoas que achavam que vinham... só para um festival de tunas.
A VicenTuna, com as vozes de todos os tunos e caloiros, agradece a disponibilidade para colaborar, a adesão em peso e o apoio. Nenhuma palavra será suficiente.

29 de outubro de 2015

IV Campeonato Cientista de Beerpong

No dia 29 de Outubro, a VicenTuna organizou a quarta edição daquele que já se tornou o campeonato-tradição da FCUL: o Campeonato Cientista de Beerpong. Nesta modalidade quase olímpica, o objectivo é colocar bolas de ping-pong em copos. Fácil, certo? No entanto, se a isto juntarmos virar minis por cada vez que se acerta, a coisa fica mais complicada.
Organizamos sempre uma modalidade inter-departamentos e outra para equipas livres. Os prémios deste ano foram 150 senhas de cerveja para o departamento vencedor na festa do nosso S. Vicente (21 de Novembro! 21 de Novembro!) mais três bilhetes para o festival e 5 senhas para cada membro da equipa livre e ainda entradas para o festival. Não é um investimento nada mau. O departamento vencedor foi o DQB e a equipa livre uma equipa-cujo-nome-não-pode-ser-pronunciado de Geologia (Geologia que, de resto, tem mostrado que nem só de rochas e fósseis se forma um geólogo e tem figurado sempre nos vencedores do Beerpong).
A par disto, o Campeonato Cientista de Beerpong proporciona sempre momentos de diversão e convívio entre todos os alunos da Faculdade, mesmo os que só estão a assistir. 
A seguir ao Campeonato, seguimos para o convívio de Biologia e do DI, de onde só saímos depois de dar por terminadas as hostilidades.
Agora, apontamos para o S. Vicente (21 de Novembro!) onde iremos integrar uma viagem épica à volta do mundo. Estão todos convidados!